O tesouro escondido na sua clínica que você ainda não está usando

Você sabia que sua clínica guarda um tesouro que quase ninguém está aproveitando?

Ao longo dos anos, clínicas médicas acumulam algo extremamente valioso: um acervo completo de atendimentos, exames, diagnósticos, retornos, procedimentos e decisões clínicas. Esse conjunto não é apenas um arquivo para cumprir exigências legais. Ele é um repositório de conhecimento capaz de orientar decisões estratégicas e multiplicar resultados a partir de dados que, muitas vezes, passam despercebidos.

O mercado de IA: vence quem aprende primeiro

Inteligência Artificial não é um mercado de muitos vencedores. Em geral, é um mercado de um ou poucos players dominantes. Empresas como Uber e iFood ilustram bem esse fenômeno. Apesar de existirem inúmeros concorrentes e aplicativos semelhantes, os resultados continuam concentrados em quem começou antes e acumulou dados por mais tempo.

Em IA, copiar a interface é fácil. Copiar anos de dados, aprendizado e acurácia não é. Quem sai na frente cria uma vantagem que tende a se perpetuar.

O valor dos dados acumulados

A Uber investiu bilhões para obter anos de dados sobre comportamento dos passageiros, padrões de uso e particularidades de cada cidade onde passou a operar. O iFood fez o mesmo ao mapear hábitos de consumo, horários, recorrência de pedidos e relações entre usuários e restaurantes.

Essas empresas não pagaram apenas por tecnologia. Pagaram pelo tempo necessário para aprender.

Se hoje alguém tivesse um bilhão de reais para criar um concorrente direto dessas plataformas, poderia contratar engenheiros, desenvolver aplicativos e investir em marketing. O que não teria seriam os dados. Um bom acervo de dados não se constrói da noite para o dia. Ele leva entre dois e cinco anos para se formar.

Aprendizado que gera vantagem competitiva

Esse aprendizado contínuo permite, por exemplo, que o iFood compreenda o padrão de consumo de cada usuário, em quais dias, horários e contextos determinadas escolhas se repetem. Permite também entender o funcionamento financeiro e operacional dos restaurantes, a ponto de a plataforma já atuar em frentes como crédito e fornecimento de insumos.

A Uber, da mesma forma, ampliou seus serviços ao entender profundamente quando, como e por que as pessoas utilizam transporte.

IA é predição baseada em dados

Inteligência Artificial, no fundo, não é mágica. É estatística e ciência de dados aplicadas à predição. Trata-se de prever o que os usuários demandam, como demandam e quando demandam.

Seres humanos são muito bons em julgamento, mas péssimos em predição. Nosso olhar é enviesado pelo que queremos ver. Já os sistemas de IA analisam grandes volumes de dados de forma consistente e identificam padrões com níveis elevados de acurácia.

A Amazon já afirma conseguir prever com altíssimo grau de assertividade o próximo item que seus clientes tendem a comprar. Jeff Bezos já declarou que o futuro do comércio caminha para inverter a lógica tradicional: entregar a demanda antes mesmo de a compra acontecer.

E a sua clínica?

Agora, imagine esse raciocínio aplicado à sua clínica:

  • Quando um paciente de cirurgia plástica tende a precisar de um novo retorno?
  • Quando um exame está próximo de vencer sem que o paciente perceba?
  • Quando um check-up anual deveria ser relembrado?
  • Quando uma limpeza dental, uma revisão de procedimento ou um acompanhamento estético se torna necessário novamente?

Todas essas respostas já estão, de forma implícita, dentro dos seus prontuários. Elas fazem parte do histórico clínico acumulado ao longo dos anos. O problema é que, enquanto esses dados permanecem apenas em papel ou em sistemas desorganizados, eles são apenas arquivos. Não geram inteligência.

Digitalização: o primeiro passo para transformar dados em inteligência

A digitalização é o primeiro passo para mudar esse cenário. Mas não é o último. Quando os documentos são digitalizados, organizados e estruturados corretamente, abre-se a possibilidade de análise de dados e extração de conhecimento.

É nesse momento que um acervo histórico deixa de ser apenas um custo ou uma obrigação legal e passa a se tornar um ativo estratégico.

Muitas clínicas ainda não perceberam essa riqueza. Guardam um verdadeiro tesouro em gavetas, arquivos físicos ou sistemas subutilizados, sem explorar o potencial que já possuem.

Quem começa antes, aprende antes. E, como o mercado de IA já mostrou, quem aprende antes tende a permanecer à frente.

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